03 Maio, 2007

Reformas

Eu estava na cama com o Meco quando vi um avião se aproximando pela janela. Não se aproximava como um avião aterrizando e não tinha nenhum aeroporto perto de casa. Ele ia ficando maior, maior, mais baixo até que uma parte do rabo bateu no prédio ao lado do meu e ele caiu, levando toda a parede lateral do quarto.
Saímos do quarto, a July estava andando por um corredor escuro, comentando o que tinha acontecido. E o piloto com um sotaque estranho estava lá.
O piloto tentou nos convencer de que não contáramos para ninguém sobre a queda, e enquanto ele falava, eu ofereci ficar quieta em troca de cem mil dólares e saí. Fui até a cozinha que era como um barracão também escuro. Lá estava a July outra vez, indo em direção à porta que dava para os destroços enquanto eu pensava que deveria ir lá tabém para pegar as minhas coisas que foram levadas junto com a parede do quarto.

De manhã, dentro da escola, que era um monastério no meio do campo, um lugar todo verde e deserto, eu ouvia uma música e sinos. Era o sinal para entrar e sair das aulas.
Aproveitei a pausa para andar até a casa da minha mãe. Ela estava mexendo nos destroços do acidente, encontrando coisas que nem sabia mais que estavam na casa e separando o que podia voltar a ser usado.
Eu estava preocupada com o meu quarto, mas ela já tinha reformado tudo. Estavam lá a minha vó, a tia Nancy, o Dvd e o Mateus. Fui ver o meu quarto e reparei que haviam três camas e a parede estava refeita. Perguntei como eu e o Meco dormiríamos em três camas de solteiro, e minha mãe explicou que agora esse seria o quarto do Dvd, do Mateus e da Priscila. O meu quarto estava do lado de fora da casa, que tinha ficado imensa. Fiquei feliz com o quarto.
E então a música no monastério voltou a tocar. Eu ficava procurando a minha mãe para dizer que tinha que ir, explicando à minha vó que quando acabasse a música eles não me deixariam mais entrar. E a música acabou.


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