4.26.2006

mais uma de meta-linguagem...

[é de hj na folha de SP...]
Vídeo de outro vídeo é nova moda da rede
JOHN CARNEY
DO "NEW YORK TIMES"

A maioria dos vídeos publicados no catálogo on-line YouTube envolve a demonstração de talentos estranhos, como de um jovem dando piruetas para trás, talentos privados, como os que filmam a si mesmos, ou talentos alheios, como clipes do programa "Saturday Night Live", rapidamente removidos pela equipe do site.
Na última safra, um novo estilo, mundano e pós-moderno, emergiu: pessoas publicando vídeos de si mesmas assistindo a outros vídeos do YouTube.
Em um deles, uma jovem, pizelle2, assiste a imagens de outro usuário do YouTube que, por sua vez, assiste ao vídeo de outro usuário e assim por diante até ser exibida uma cena de uma habitante de Wausau, do Estado norte-americano de Wisconsin: uma mulher de 24 anos chamada Nornna. Ela aparece fazendo coisas comuns, como preparando um sanduíche ou assistindo à TV, e seus fãs publicam vídeos de si mesmos assistindo aos vídeos dela. É um círculo de espectadores de Nornna, de possibilidades sem fim. Quem sabe até alguém publique um vídeo de si mesmo lendo um artigo sobre vídeos de outros vídeos.

11.04.2005

ora vejam só, essa é dica do pedro dória: um blog anônimo contando, sem meias-palavras, os interiores da microsoft. Vale a leitura para interessados na empresa e, tb, para arqueólogos de grandes empresas.

mas a inclusão deste post é só pra comentar que o dono do tal blogue trouxe algumas idéias bem interessantes de como um sistema mais avançado de comments e gestão de blogues deveria ser. vale a visita.

11.01.2005

emenda constitucional n. 8446262/03

ok, essa lei não existe, mas deveria, dispondo das seguintes matérias:
"Por decreto do Presidente da República, fica estabelecido que nenhuma banda, nacional ou internacional, em começo ou fim de carreira, poderá fazer shows com versões ao vivo piores do que suas versões originais (ressalvados os direitos caça-níqueis de CDs e DVDs de Acústicos MTVs).

Par. único: É espcialmente proibido, sujeito a pena prevista em lei complementar, a execução de sucessos da banda em andamento mais lento do que o original, sem que isso tenha sido remixado por um dijei do nível mínimo do Fat Boy Slim. Salvo essa exceção, as músicas devem tocar no mínimo no mesmo andamento, preferecialmente mais rápido e com mais gás.

Revoguem-se as disposições em contrário."

é claro, para os que lá estiveram, que me refiro ao Tim Festival. A cobertura completa, dando conta dos problemas de som, dos shows um tanto abaixo do esperado, e do evento social legal que foi, mesmo ansim, já foi feita e bem pelo nosso querido niximan.

Assim, a acrescentar, tenho:
- ok, o Arcade Fire é legal, reconheço, mas tenho certeza que teria curtido beeeeeem mais estando mais perto do palco num show pra 2 mil pessoas, máximo
- o kings of leon cometou, pra mim, um erro primário: começou o show com sua melhor música (molly's chamber), tocada mal e lentamente. Não só já foi meio balde, mas tb o show inteiro em seguida foi um anti-climax contínuo. ok, tb, ficar espremido entre arcade fire e strokes não deve ser das posições mais fáceis...
- o strokes, como já tinha cantado a bola o álvaro pereira jr, da folha e do garagem, não é banda boa de palco. tipo, as músicas são beeeem boas e foram tb prejudicados pelo som de ()&&%^&^%$ do festival, mas faltava um punch, um algo a mais... e someday tb foi de versões ao vivo piores e mais lentas do que as originais, damn! mas, enfim, nada que a reptilia pra fechar a noite não tenha pelo menos redimido =]

10.25.2005

tente de novo...

como ia dizendo, um dos jeitos legais de usar o last.fm é ouvir uma rádio deles com músicas parecidas com alguém q vc gosta (no meu caso, do beck, por exemplo).

aí, dia desses, ouvi um tal de ben folds, que nunca havia ouvido falar. peguei o emule, logo encontrei um link pra discografia completa do moço, a qual foi baixada sem maiores perrengues.

bom, depois de ouvir umas 40 ou 50 músicas do rapaz (os discos ao vivo eu pulei), cheguei a conclusão que não devo ter ouvido direito a música da last.fm. Não gostei de nada, absolutamente nada.

Pois é, nem sempre funcionam esses caminhos pra conhecer novos sons. Não dá pra acertar sempre. Mas, pelo menos, meu HD já está novamente 500 mega mais leve...

10.19.2005

se vc gostou deste post, vai gostar de...

bom, já andei comentando aqui do last.fm, site genial que aplica, e muito bem, à música o que a amazon faz bem e lucrativamente aos livros (ou a tudo, aliás) - algoritmos pra dizer que se vc gosta de algo, tb deve gostar de um outro algo.

andei cá pensando se isso não dava uma pesquisa interessante (é, o viés acadêmico entrou veia adentro e não vai largar tão cedo).

acho que rolaria um desenho de pesquisa bem legalzinho com um psicólogo (à la voltz) e um matemático, ou programador (à la...?). a idéia seria basicamente comparar a um sistema de recomendações totalmente estatístico com um baseado em grau de afinidade sócio-cultural, vendo até que ponto llistagens estatísticas grandes o suficientes podem recomendar algo melhor do que um amigo que te conhece há 20 anos e sabe exatamente seu gosto, ou mesmo aquela amigo dj que nem é tão próximo mas no qual vc confia bastante, e tal.

enfim, uma idéia no ar, quem sabe um dia... =]

[meu chute pessoal, vc pergunta, entusiasta que sou de uma estatística humanizada na vida das pessoas? tem espaço pra ambos os sistemas coexistirem e se complementarem. o poder de estatísticas baseadas em milhões de cruzamentos a partir de bases de dados de milhões de pessoas é fenomenal. só pode ser ruim pra explicar pq q, depois de ouvir miles davis, vc tvz ouça, sei lá, um mamonas assassina. idiossincrasia que, certamente, um amigo das antigas há de perdoar e, até, compartilhar... ]

10.12.2005

é, eu sei...

... que ando preguiçoso com este blogue. idéias até que não faltam, falta é vergonha de sentar minhas nádegas gordas em frente ao computador e traçar, com um mínimo de controle de qualidade, alguns posts. aguardem!

e, já que tive o trabalho de pelo menos escrever isso, vale dizer que a apple lançou hoje mais um item digno de culto: o ipod video (http://www.apple.com/ipod/ipod.html)

9.22.2005

Meta-memória

À medida que cada vez mais atividades diárias são modificadas pela internet e outras tecnologias, mais fica claro uma noção de memória expandida. Não, não estamos falando da memória RAM ou de HD ? que, por definição, nunca são grandes o suficiente. Mas sim de memória mess, daquela errática característica que faz você se lembrar de um telefone de um amigo mudado há mais de 10 anos e se esquecer do aniversário do seu melhor amigo, namorada, mãe, sei lá.

O google, por excelência, e já sem nenhuma novidade, dá conta dessa noção. Pra que lembrar, pra que saber onde está algo se sabemos que tudo está a um search de distância? Vc não precisa ter, em seu cérebro, uma ?etiqueta? lembrando que o livro-que-vc-gostou-e-que-ganhou-no-natal está na estante da sala. Basta lembrar do mínimo "nuclear" do livro.

Pois é essa idéia de etiquetas que começa a revolucionar como ouvimos músicas, vemos filmes, etc. Pois se classificar, agrupar e separar sempre foi uma das principais funções da memória, agora essa tarefa é por demais facilitada ? e ampliada ? com as meta-tags (literalmente, meta-etiquetas) que cada vez mais programas e sites começam a ter. Blocos de informações contendo informações sobre um dado objeto virtual.

A wikipedia, enciclopédia-free-colaborativa objeto de extrema admiração deste que vos escreve, passa por aí. As classificações do last.fm, serviço comentado abaixo, também. Pra que se ater a classificações como rock, pop, world music, se uma lista com etiquetas auto-atribuídas trazem resultados muito mais ricos e inesperados? Que outra classificação dessas tradicionais reuniria músicas de Claude Debussy, Thievery Corporation, John Creamer & Stephane K, Moloko, Erik Satie, Massive Attack, dj vibe, Frou Frou (hein?), Zero 7? Claro, a lista de bons autores =]

Não surpreende, então, que se gaste tanto tempo hoje organizando essas informações de um jeito que faz sentido pra você ? e isso, de um jeito cada vez mais fácil. Não ouço música hoje exclusivamente no computador só pq é mais prático, mas também pq posso dar nota, atribuir um gênero, dar uma tag, ver o que outros acham da música, procurar letra, criar listas, compartilhar listas...

A própria amazon, contando mais com poder de processamento e rotinas estatísticas do que com sabedoria social, também traz resultados bem interessantes com suas frases estatisticamente improváveis. A lógica é que frases importantes em um dado livro aparecerão mais vezes neste livro do que em outros, e aí uma lista é montada, a partir da qual você pode procurar outros livros em que essas frases também aparecem. É um jeito automático de criar meta-tags...


Enfim, até conceito mezzo-acadêmico isso já tá virando - chama folksonomia.
onde tá? na wikipedia, lógico! agora, lembre-se: da próxima vez que vc classificar um filme como "água-com-açúcar-mas-legal", um amigo como "amigão-praquelas-horas", um show como "caro-mas-inesquecível" ou um restaurante como "bbb-bom-barato-e-bonito", pense que mais gente pode ter opiniões parecidas - ou não - e que, quem sabe em não muito tempo, vc terá vários jeitos de compartilhar suas tipologias de mundo com todos, e vice-versa. mundo que há de ser interessante, esse...

9.14.2005

fala sério!

putz... a clínica em que eu faço fisio oferece, entre outras coisas, tratamento para "emagrecimento sustentável".

Pára tudo! acho que vou virar consultor em sustentabilidade sustentável...

sou só eu...

... ou o clipe e a nova música do magal (sim, do sidnei) são bons?? verdade que a presença da débora falabela (gracinha) e do xico sá (figura) ajudam... mas o remix é bão, sobretudo.

o que será isso, a idade? o amadurecimento? a abertura a experiências novas? a perda total de respeito e crédito que eu já possa ter tido como aspirante de dj?

9.12.2005

quem é vivo...

não, ele não fez alarde. Mas voltou, e no alto de sua versão 3.0.

sim, o próprio. o responsável pela única coisa de qualidade garantida daqui deste blogue - o design. atributo, aliás, que volta caprichado nesta nova fábula virtual.

o link? faz assim, vai no alto do seu navegador, seleciona o "nogall", apaga e aperta enter. fácil, fácil. [e depois bookmarka, lógico =]

9.08.2005

boa essa, de quem é?

Bom, que um dos melhores jeitos de conhecer música boa é grudar naquele seu amigo que manja pacas não é novidade, celto?

Mas e se for com gente do mundo inteiro? Com um software tipo da amazon, com aquela lógica "pessoas que ouviram isso também ouviram..."

Pois é, assim funciona o last.fm. Altamente viciante... demora um pouco pra pegar, mas depois, sai de baixo. Dá também pra ouvir rádios só com sons parecidos com um músico/grupo que você gosta. Magina um orkut+amazon+radiouol+wikipedia+seu-amigo-dj-que-manja-muito... é mas o menos por aí.

Thanks madame sulfúrica ;)

9.07.2005

vida de solteiro

uma das melhores relações custo-benefício que se pode almejar para uma refeição de solteiro é o bom velho chinês, de preferência desses de bairro, nada de lig lig. eu, pessoalmente, gosto do china-kwon-min, ali na mourato coelho.

funciona assim - por 18 real, vem uma senhora porção de yakissoba, a qual será por sua vez dividida em 4 subporções:
1. come-se na hora
2. guardada na geladeira, come-se no dia seguinte
3. quardam-se as porções 3 e 4 no freezer. a 3a geralmente será comida em até 7 dias depois do pedido original
4. a 4a porção é aquela que a gente descobre atrás do sorvete, perto das estactites de gelo, ali no fundo do freezer, com fome desesperada em um domingão bravo

ah, e o melhor, por esse preço, inda vem com 2 rolinhos primavera e 1 biscoito da sorte. o meu veio com essa mensagem, ó: "O remédio cura, a natureza faz bem". e os números, caso alguém queira apostar na próxima mega-sena: 16-47-02-53-24-41.

arte nerd

muito antes de virar moda no orkut ou mesmo de dominar as conversas do messenger, a asciiart já existia e é testemunha de um tempo em que apenas texto, e não gráficos, sons ou vídeos, povoavam a internet.

Partindo da forma mais simples reconhecível, os emoticons [ :-), :P, e por aí vai], a ascii art é sobretudo uma busca pela essência do que é desenhado ou retratado - como conseguir, com reles letras e símbolos gráficos, representar e tornar reconhecíveis pessoas, expressões, emoções e as mais diversas possíveis sutilezas?

os arquivos com coletâneas e mais coletâneas de ascii art abundam, com o perdão da palavra, principalmente nos que desenham símbolos, quadros e toons conhecidos. mas, outro dia, o albertin me revelou uma verdadeira ode à arte ascii, numa empreitada que há de figurar no top 5 das iniciativas mais nerds de todos os tempos: starwars em texto. sim, é o episódio IV, quase inteiro.

8.31.2005

louco, eu??

Imagine o estresse médio a que estamos submetidos. Agora imagine, no seu caso, uma época mais complicada, com prazos impossíveis no trabalho, chefe pentelho, problemas em casa com esposa/marido/filhos, violência nas ruas, pizzaria mensalão em brasília, etc, etc. É de deixar qualquer um insano, não? Sujeito a alucionações, reações diferentes das normais, insônia, agressividade, entroutras cousas.

Bom, e se você, ao invés de encarar sua sogra, enfrentasse cotidianamente um monstro com 5 braços e que cospe fogo? Tivesse que trabalhar não em uma simples repartição mas em uma fétida nave abandonada com corpos espalhados por todos os lados e aliens desconhecidos a sua espera? Sem dormir nos últimos 6 dias?

Talvez esse não seja exatamente o seu cotidiano, mas sim o de qualquer personagem de videogame. Pois não é que a Nintendo acabou de patentear um sistema de insanidade ? quanto mais seu personagem passa por situações bizarras, violentas, perturbadoras, e menos ele descansa, fica tranquilo, etc, mais ele pode sofrer de alucinações, perder o controle, pirar?
[via slashdot]

8.30.2005

Estou satisfeito ? hipótese III

Ainda sobre o mesmo tema, que já há de me encher em breve, lembro-me de citar outro não menos nobre cronista da vida cotidiana, LFVeríssimo. Ele chama a isso de gula, definindo o prazer da comida pelo seu desafio filosófico ? a apreciação que exige a destruição do apreciado. Se, como teria dito Picasso, ?todo ato de criação é, antes de tudo, um ato de destruição?, a gastronomia é a única das artes em que esse aforismo é real, e não metafórico.

[ainda que a destruição à qual sua tese e seus argumentos são submetidos numa banca acadêmica pareça bem real...]

8.29.2005

Atalho

- e agora?
- pega aquela ali à esquerda
- isso, vai... FREIA!
- não acredito. Caiu a ponte de novo??
- é, vamo tê que pegá o desvio pela ponte velha
- mas demora muito mais!
- não tem jeito...
- fora o que tem pista de terra, tronco caído...
- fazer o que, vambora que tão esperando a gente há pelo menos 4 horas.
[. . .]

download complete / 10.243 kbytes / 14h12m


Por que raios às vezes penso na minha conexão banda larga e me vem à mente uma transamazônica virtual?

Estou satisfeito ? hipótese II

A segunda possível explicação ao paradoxo apontado abaixo é, claro, botar a culpa no orientador. Até que ponto agem como as avós de antigamente? Sabe, aquelas que, ao ver que os netos pediam insistentemente o mesmo doce, obrigavam-nos a comer 1 kg de doce de leite de uma vez só para matar toda e qualquer desejo pela pobre sobremesa?

"ah, você quer estudar o conceito pós-parnasiano de Proust segundo Rabelais. Pois não, leia as obras completas de Murquenson, Dorguenoff, Lullipotz e Waabir até o fim do mês, certo??"

8.28.2005

Ícaro acadêmico

Em seu excelente como se faz uma tese, umberto eco antecipa um dos (muitos) pequenos dramas que acometem quem se lança em venturas acadêmicas. Assim, ao entrar num mestrado querendo estudar a geologia no mundo de hoje, você inevitavelmente acabará entregando uma dissertação sobre um vulcão específico na península sul do méxico. D? ?O papel do símbolo no mundo contemporâneo?, ao ?conceito de símbolo na obra de Jean de Simbole segundo a crítica pós-construtivista dos anos 80?. E por aí vai.

Como bem diz o autor, não importa assim que o tema seja "o perfil dos compradores da banca da esquina das avenidas faria lima com a rebouças de 1982 a 1987?, desde que você seja a pessoa que, ao longo da pesquisa, mais entenda do tema. Só que tal fidelidade cobra seu preço, qual maldição que conhecidamente acomete a maioria dos acadêmicos (e a qual identifiquei em diversos colegas e já começo a vislumbrar com meus próprios interesses).

Quanto mais você estuda o objeto escolhido e mais se aproxima a data de entrega, mais intenso fica o desgaste de ler-mais-um-autor-sem-o-qual-a-tese-ficará-incompleta, revisar-aquele-capítulo-que-ficou-ruim, lembrar-quem-disse-o-que, jogar-todos-os-assuntos-que-você-considerava-fundamentais
-mas-não-entendeu-para-as-notas-de-rodapé-como-sugetão-para-estudos-futuros, entroutros percalços inevitáveis.

E aí chegamos ao paradoxo da depressão-pós-parto-intelectual: escolher estudar um tema do qual se gosta contribui, em grande medida, para que o mesmo se torne quase insuportável após a conclusão da dissertação.

8.23.2005

olha a unidos do araçá aí gente

fomos, no 1o semestre, a uma rave gótica. sim, isso existe, e é a festa onde mais gente com cara triste que eu já vi se diverte. incluíndo a nós, por suposto. mas não é que, bons brazucas que somos, vimos um desfile bizarro? essas foram algumas das estrofes que consegui anotar na época...

Terror na Sapucaí

Desde os tempos mais primórdios
O cemitério tá aí, tá aí
Reunindo os mortos-vivos
E os góticos também, que bonito

Cai um morto na avenida
Passa o gari celestial
Ceifando muitas vidas, espalhando o terror,
O medo é geral

Esqueletos, vampiros, lobisomens,
O fantasma vem se der
Despontou a lua cheia, é tão bela, tão mortal,
Sobreviva quem puder!

Refrão:
É o samba do morcego-ô-ô-ô,
O carnaval da morte é aqui,
É a Unidos do Araçá,
É terror na Sapucaí!

O preto, o negro e o escuro,
São cores tão belas
Combinando com o vermelho, o dourado e o cinza,
Abrilhantando as passarelas

Depois dessa vida vem mais uma,
Vamos já pro cemitério,
Os mortos já vão levantar, sua casa atacar,
Não tem mistério!

Passa a dama da noite,
O abre-alas é o inverno
A baiana te convida,
Para o sono eterno

Refrão:
É o samba do morcego-ô-ô-ô,
O carnaval da morte é aqui,
....



8.18.2005

você sabe o que fez verão passado

ah, o que a garantia de ser anônimo e um projeto de web-arte bem sacado não mostram...

[valeu a dica, storino]

8.17.2005

BookCrossing

seguindo a moda lançada na já cult chá do chapéu, festa do mestre-aviz, a festa em que toquei semana passada tb promoveu o chamado bookcrossing, quando a idéia é basicamente trocar livros - vc leva um, deixar pra alguém pegar, e pega o q alguém levou.

não q tenha dado muito certo - contei 5 livros no meio da festa (ou seja, depois que todo mundo tinha chegado, antes de todo mundo ir). Vá lá, acontece nas melhores e mais descoladas baladas. Mas o que chamou atenção foi o seguinte - um dos livros era o risível quem mexeu no meu queijo. quem que leva um livro desses? mas, o pior - o livro não estava lá no fim da noite; alguém o pegou.
por que, afinal, pior do que levar quem mexeu no meu queijo, é pegar quem mexeu no meu queijo.

8.13.2005

popular-dicioneitor-tabajara

Em dúvida de como se escreve algo? excessão ou exceção? quiser ou quizer?
Seus problemas se acabaram!!!

1. vá para o google
2. escreva as 2 versões da palavra em debate
3. compare o número de hits de 1 e de outro
4. retire a com maior número e sirva ainda quente

(seria isso um indicador que a sabedoria popular é maior do que se imagina? ou é pq não procurei "não" e "naum" pra testar?)

20 de setembro

show do moby. alguém aí vai?

8.12.2005

entreouvido em uma alcova em brasília...

- benhê...?
- hum?
- sabe que eu repilo todinha quando você desperta esses instintos primitivos em mim?
- ...

8.11.2005

rai do árabe doido

imaginem um chinês jovem, metido a besta, que quiçá ouviu garota de ipanema umas 3 vezes na vida. É ele convidado então por uns amigos a tocar de dj numa festa, contanto que tenha samba. Passam pra ele uns nomes. Ele, então, fica uns tantos dias baixando coisa da internet. Durante a festa, emenda um jorge ben num zeca pagodinho, um samba-enredo com só pra contrariar, e quem sabe um cartola tenha chance de aparecer, sei lá, antes ou depois do exaltasamba.

é... foi assim que eu me senti ontem tocando música rai ontem no simpático gil bistrot e, ora vejam só, não é que o pessoal dançou a valer? =]
dj barizon estava lá que não me deixa mentir. Rai para vocês.

Sumpaulo, 11 de agosto de 2005

Mr. Fábula Man,

Escrevo para inaugurar minha casa nova, agradecer a hospedagem na antiga e - tinta ainda fresca, cuidado - o projeto bonito e inteligente desse novo lar, aberto para receber amigos, visitantes e viajantes. Grato por isso tudo.

Verdade é que morar webmente sozinho traz uma certa sensação de déja-vu: já tomei esse rumo há quase 3 anos (cáspita!) cá no mundo real. Mas enquanto lá foi direto da casa dos pais, aqui foi mediado pelo gentil e provocativo convite que fizeste quando me incluiu entre os colaboradores do cultuado e saudoso fabulaweb (que descubro hoje que voltou, ainda que sem fanfarras... humpf!). Mas nem a experiência real tira o friozim da barriga que dá de abrir casa nova.

E olha que gostei da república virtual que compartilhamos. À qual contribuí com extos longos demais, por vezes, mas que mesmo assim contaram, em geral, com a boa vontade dos leitores. Não haverão de se assustar os que por cá se aventurarem se algum dos textos reaparecer neste começo de casa nova ? arrumação e mudança de domicílio sempre traz aqueles reencontros com há-muito-esquecidos objetos, memórias e artefatos que insistimos em carregar conosco.

Se não dividimos mais o mesmo teto.com, desnecessário dizer que inda espero suas visitas regulares, bem como de outros camaradas ? sejam dos com moradas virtuais, sejam os que se contentam em viajar e deixar seus suvenires. E quem sabe também abrir espaço para outros colaboradores? Vc deve saber bem que guentar um blogue desses pode ser tarefa solitária, e que ter algum cúmplice a quem se possa implicar pelo o que se comete nessas linhas ajuda.

E quem quiser acompanhar as agruras e angústias do mestrado, as fantasias de disque-jóquei amador, o leitor de banheiro, minhas DRs com o apê, o mac-maníaco obsessivo (êh redundância...), as tímidas e irregulares incursões pela cozinha, as elocubrações de blogueiro, entre e fique à vontade. Pode tirar o sapato, dá o casaco aqui, senta no sofá - água com gás ou sem? Gelada?

[]'s,

nogall

PS: E o nome do novo blogue, perguntareis? Ora, cabe apenas ser grato ao mestre Calvino e esperar que, em sua incomensurável sabedoria, tenha clemência em aceitar essa humilde e algo descarada homenagem à mais genial de suas criações.

8.10.2005

Caro viajante

Tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo. As cidades, como os sonhos, são construí­das por desejos e medos, ainda que o fio condutor de seu discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas, e que todas as coisas escondam uma outra coisa.

Italo Calvino, "As Cidades Invisí­veis"

Bem vindo!

teste 1

mapas são umas das mais puras meta-realidades